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Flávia Carvalho, da Viveo, reforça pluralidade, coerência e visão estratégica como pilares do RI moderno

Flávia Carvalho, da Viveo, reforça pluralidade, coerência e visão estratégica como pilares do RI moderno 

A MZ, com apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), apresentou mais um episódio do IR Talks, o talk show dos profissionais de Relações com Investidores do Brasil. Conduzido por Cássio Rufino, sócio executivo da MZ, o programa recebeu Flávia Carvalho, diretora de RI, M&A e financeiro da Viveo, para uma conversa sobre carreira, comunicação financeira, preparação para resultados, redes sociais, inteligência artificial e o papel cada vez mais estratégico do RI dentro das companhias.

Logo no início do episódio, Flávia relembrou sua trajetória pouco linear. Formada em Comunicação, iniciou sua carreira em planejamento estratégico e, posteriormente, migrou para Relações com Investidores. Segundo ela, o RI foi a área que ampliou sua visão sobre o negócio, aproximando-a de temas como finanças, contabilidade, estratégia, mercado, comunicação e gestão.

Uma área plural, técnica e estratégica 

Durante a conversa, Flávia destacou que Relações com Investidores exige uma combinação ampla de competências. O profissional precisa entender os números, acompanhar o mercado, se comunicar bem, olhar para dentro da companhia e, ao mesmo tempo, compreender o que investidores, analistas e stakeholders externos estão enxergando.

Para a executiva, essa pluralidade explica por que muitos profissionais de RI acabam assumindo outras frentes dentro das organizações, como estratégia, sustentabilidade, tesouraria, M&A e comunicação institucional. No caso da Viveo, Flávia também lidera áreas conectadas à construção e à sustentação da narrativa corporativa.

Segundo ela, a mensagem da companhia precisa ser uma só. O que muda é a linguagem para cada público, mas a essência, os dados e o posicionamento precisam estar alinhados entre mercado financeiro, imprensa, investidores e demais stakeholders.

Coerência como base da narrativa financeira 

Um dos principais pontos do episódio foi a importância da coerência na construção da narrativa financeira. Para Flávia, a comunicação com o mercado deve refletir o que acontece dentro da companhia.

Antes de contar uma história para investidores, a empresa precisa ter clareza sobre sua missão, estratégia, ambição e vocação. Quando esses elementos estão bem definidos internamente, o RI consegue traduzir a tese de investimento com mais força, consistência e credibilidade.

A executiva também reforçou que a narrativa precisa acompanhar as mudanças da companhia. Estratégias evoluem, mercados mudam, prioridades são revistas e o RI precisa ter habilidade para comunicar essas transformações no tempo certo e da forma correta.

Resultado trimestral: preparação antes da exposição 

Flávia também compartilhou sua visão sobre a preparação para divulgações de resultados. Segundo ela, o trabalho começa muito antes do call trimestral, com acompanhamento mensal dos indicadores, fóruns internos de discussão e alinhamentos constantes com as áreas da companhia.

Na preparação para o earnings release e para o call de resultados, a Viveo realiza reuniões com CFO, CEO e time de RI para revisar os principais pontos do trimestre, mapear temas sensíveis e antecipar possíveis perguntas do mercado.

Para Flávia, um bom material de divulgação deve ser autoexplicativo. O objetivo é que release, apresentação e demais documentos consigam responder boa parte das dúvidas dos investidores de forma clara, objetiva e transparente.

Confiança se constrói também nos momentos difíceis 

Outro tema central da conversa foi a relação de confiança entre companhia e mercado. Para Flávia, transparência e capacidade de reconhecer erros são elementos fundamentais, especialmente quando os resultados não saem como planejado.

A executiva destacou que comunicar boas notícias é mais fácil. O grande teste do RI acontece nos momentos de resultado mais fraco, crise, volatilidade ou questionamento. Nessas situações, o profissional precisa ter ainda mais profundidade, preparo técnico e clareza para explicar os fatores que impactaram o desempenho da companhia.

Segundo ela, notícias ruins geram mais perguntas, mais pressão e mais necessidade de embasamento. Por isso, o RI precisa estar preparado para explicar o operacional, os números, os riscos e os próximos passos com segurança.

Redes sociais, vídeo e novas formas de comunicação 

Durante o episódio, Flávia também comentou sobre o uso das redes sociais na comunicação financeira. Para ela, as plataformas digitais podem ser ferramentas importantes para ampliar o acesso à informação, principalmente em um mercado com maior participação de pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, a executiva fez um alerta sobre a disseminação de informações incorretas, sensacionalistas ou sem checagem adequada. Na visão dela, o RI deve acompanhar esse ambiente de perto e usar os canais digitais de forma responsável, clara e alinhada à comunicação oficial da companhia.

Flávia também defendeu formatos mais humanos, como calls com vídeo, que permitem mais proximidade entre executivos, investidores e analistas. Para ela, ver quem está falando, acompanhar expressões e criar uma conexão mais direta torna a comunicação mais transparente e próxima.

Inteligência artificial no dia a dia do RI

A inteligência artificial também foi tema da conversa. Para Flávia, profissionais que ainda não utilizam IA estão perdendo tempo. A tecnologia já é uma aliada importante para resumir informações, acompanhar divulgações de pares, organizar dados públicos e ganhar eficiência na rotina.

A executiva reforçou, porém, que o uso deve ser feito com cuidado, especialmente quando envolve informações sensíveis da companhia. Dados internos, números não públicos e conteúdos estratégicos precisam estar protegidos em ambientes seguros.

Para ela, a IA economiza tempo e aumenta produtividade, mas ainda exige análise crítica, revisão humana e profundidade por parte do profissional.

O RI como ponte entre mercado e companhia

Na reta final do episódio, Flávia deixou um conselho para profissionais que desejam atuar de forma mais estratégica: olhar para dentro e para fora da companhia ao mesmo tempo.

O RI precisa acompanhar o negócio, entender os indicadores internos e circular pelas áreas. Mas também precisa observar o mercado, estudar pares, acompanhar referências, ouvir investidores e trazer esse conhecimento externo para dentro da organização.

Para Flávia, quando a companhia percebe que o profissional de RI consegue contribuir com visão de mercado, estratégia, comunicação e inteligência externa, a área passa a ocupar um espaço ainda mais relevante na tomada de decisão.

Considerações finais: RI exige curiosidade, coragem e profundidade

A participação de Flávia Carvalho no IR Talks reforça que Relações com Investidores é uma área cada vez mais plural, técnica e estratégica. Mais do que divulgar resultados, o RI moderno precisa construir narrativas coerentes, antecipar dúvidas, sustentar a confiança do mercado e levar inteligência para dentro da companhia.

Em um ambiente marcado por volatilidade, novas tecnologias e investidores mais exigentes, o profissional de RI precisa ser curioso, preparado e capaz de conectar números, estratégia e comunicação com clareza.

Em um mercado exigente, volátil e atento à coerência entre discurso e execução, o RI precisa dominar o negócio, comunicar com técnica e sustentar a narrativa com dados.

Mais do que divulgar resultados, o profissional de RI deve construir pontes, antecipar dúvidas e transformar informação em confiança.

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Marketing MZ
marketing@mzgroup.com | (11) 99419-3110

Cássio Rufino é COO da MZ, empresa líder em soluções para relações com investidores. Graduado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, possui pós-graduação em Finanças Corporativas pelo Insper e MBA Executivo em Finanças pela mesma instituição. É especialista em comunicação financeira e criador do método dos 3Cs, que já ajudou dezenas de RIs a gerar mais valor através da comunicação financeira.

Sobre a MZ
A MZ é líder global em soluções de comunicação para Relações com Investidores, transformando a forma como as empresas se conectam com seus públicos estratégicos. Por meio de tecnologia avançada e uma equipe altamente especializada, fornecemos as melhores ferramentas para fortalecer a transparência e a confiança das empresas junto aos investidores. Acreditamos que uma comunicação eficiente é a chave para a construção de relações duradouras e para o sucesso no mercado de capitais.

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