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Como as empresas brasileiras se comportaram na temporada de resultados do 4T24

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

A temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre é um período intenso e estratégico para as empresas listadas, investidores e profissionais de Relações com Investidores (o famoso RI). Trata-se do fechamento do ano fiscal, momento em que o mercado se debruça sobre números, tendências e diretrizes futuras. 

Tendo isso em mente, uma semana após a data limite imposto pela Comissão de Valores Mobiliários (a famosa CVM) para a divulgação dos números pelas empresas, a  MZ, pensando sempre em empoderar o profissional de RI, seja com tecnologia de ponta e atendimento excepcional, ou por meio da disseminação de conteúdos relevantes, divulga o Estudo Raio-X dos Processos de Divulgações e Conferências de Resultados,  que oferece uma leitura abrangente sobre os bastidores e o desempenho das companhias que passaram por esse processo, evidenciando padrões de comportamento, evolução das práticas de comunicação e principais dados financeiros de 350 empresas monitoradas.

Com base em dados públicos coletados por software proprietário da MZ, além de informações financeiras obtidas via FactSet, o relatório se propõe a ser uma referência para análise comparativa, planejamento de divulgações futuras e como benchmark para equipes de RI. Vamos explorar os principais achados do Estudo, com o objetivo de destacar o que foi tendência, o que mudou e o que permanece como boa prática na comunicação entre empresas e o mercado.

 

Panorama geral das empresas analisadas

A MZ acompanhou 350 companhias brasileiras com atuação no Brasil e no exterior, distribuídas em 20 setores da economia. A maioria das empresas (90,6%) são registradas na categoria A da CVM, ou seja, aptas a emitir ações e outros valores mobiliários e estão listadas na B3 (89,1%). O segmento de listagem Novo Mercado, reconhecido por seu elevado padrão de governança, concentrou 54,0% das empresas analisadas.

Quanto ao valor de mercado, 42,1% das companhias estavam avaliadas entre R$1 bilhão e R$10 bilhões, evidenciando a forte presença de empresas de pequeno e médio porte no universo analisado. Essa representatividade contribui para ampliar a diversidade da amostra e permite observar como diferentes perfis de empresa reagem e se posicionam durante o período de divulgação.

 

Comunicação proativa

A antecipação da agenda de resultados é uma das práticas que refletem maturidade na comunicação com investidores e um pouco mais da metade, 55%, das empresas enviaram mailing agenda com antecedência para anunciar datas de divulgação e conferência. Dessas, a maior parte (50,3%) o fez com 11 a 20 dias de antecedência, um intervalo razoável. Lembro que o envio da agenda pode ser usado não apenas para avisar o mercado, mas também para lembrar conselheiros e administradores sobre o período de vedação à negociação. 

As datas com maior número de envios foram 10 de fevereiro e 10 de março, sugerindo uma concentração de esforços nas primeiras quinzenas de cada mês. Apesar de melhorias graduais ao longo dos trimestres, o dado evidencia que há espaço para avanço em planejamento e comunicação antecipada — fatores fundamentais para garantir a participação ativa de investidores, analistas e stakeholders.

 

O mês de março como epicentro da temporada

Diferente dos demais períodos de divulgação, onde as empresas têm praticamente metade do prazo, ainda assim, o mês de março consolidou-se mais uma vez como o mês dominante na divulgação de resultados do 4T24, concentrando 64,2% das publicações. No comparativo com os anos anteriores, vimos uma queda nessa concentração, o que reforça que algumas empresas já estão se organizando para sair do bolo do final do prazo e, consequentemente, ganhar mais atenção do mercado.

As datas mais movimentadas foram 26 de fevereiro e 31 de março, com 26 divulgações em cada. Essa concentração, embora previsível, impõe desafios às equipes de RI, especialmente na gestão de agendas, concorrência por audiência e atenção da mídia especializada.

 

Conferências: formatos, horários e idiomas

Já em relação às conferências de resultados, o uso da videoconferência se consolidou de vez. Das empresas que divulgaram sua forma de apresentação, 91,7% utilizaram plataformas de vídeo — um crescimento marginal frente ao trimestre anterior, mas significativo quando observamos a evolução histórica desde 2020. O formato de áudio/teleconferência, ainda utilizado por 8,3%, tende a se tornar cada vez mais residual.

O horário das 11h foi o preferido pelas companhias para realizar as conferências em português, seguido pelas 10h. Já nas apresentações em inglês, predominou o uso da tradução simultânea: 85,1% das empresas optaram por esse modelo, confirmando a preferência do mercado por eventos bilíngues, sem a necessidade de sessões separadas. Ainda assim, a adoção de Libras segue bastante tímida, com apenas 3% das companhias oferecendo esse recurso de acessibilidade.

 

Desempenho financeiro: receita, margem EBITDA e lucro

O Estudo traz também uma análise detalhada do desempenho financeiro das empresas. Em termos de receita líquida, 74,3% das companhias reportaram crescimento em relação ao 4T23. Quando observamos apenas as empresas presentes no IBOVESPA, esse número sobe para 86,7%, enquanto para as empresas presentes no ISE alcança impressionantes 93,4%.

Quanto à margem EBITDA, 51,4% das empresas apresentaram melhora na comparação anual, com 86,1% das companhias reportando margem entre 11% e 25%. Para as empresas presentes no Small Caps e IDIVERSA, mais da metade também registrou aumento de margem — 56,3% e 56,2%, respectivamente —, mostrando um desempenho operacional positivo em diversos perfis de empresas.

No que diz respeito ao lucro líquido, 67,1% das empresas reportaram lucro no trimestre, sendo que 50,9% viram aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. Os índices também seguem favoráveis quando analisamos IBOVESPA (72,6% com lucro) e IDIVERSA (83,3% com lucro). 

 

A concentração por setor e os padrões de comportamento

O setor Varejo se destacou tanto na concentração de divulgações quanto nas conferências, com sete empresas realizando apresentação no mesmo dia. Petróleo, Gás & Derivados e Máquinas, Equipamentos & Outros também apresentaram movimentações concentradas em determinados períodos.

Cada setor demonstrou horários preferenciais distintos para suas conferências, mas o intervalo entre 10h e 11h foi amplamente dominante. Esse dado reforça a necessidade de planejamento estratégico na definição do melhor dia e horário para garantir maior atenção do mercado e evitar sobreposição com concorrentes diretos.

 

Concluindo em um parágrafo ou mais

O Estudo Raio-X dos Processos de Divulgação e Conferências de Resultados do 4T24, fornece uma radiografia essencial sobre como as empresas brasileiras têm se comportado em um dos momentos mais importantes do calendário corporativo. Ao trazer à tona não apenas os resultados financeiros, mas também a forma como esses dados são comunicados, o Estudo reforça a importância da transparência, da organização e da adoção de boas práticas por parte das companhias.

Entre os principais aprendizados, destaca-se a consolidação da videoconferência como padrão de mercado, o avanço na utilização de traduções simultâneas, o predomínio de divulgações após o fechamento do mercado e a importância crescente de um mailing agenda bem estruturado. No campo financeiro, os dados apontam para um trimestre positivo, com crescimento expressivo em receita, EBITDA e lucro em diversas frentes — especialmente entre as empresas listadas nos índices de maior visibilidade, como IBOVESPA e ISE.

Para os profissionais de Relações com Investidores, esse estudo é mais do que um retrato estatístico: é uma ferramenta estratégica para calibrar decisões, identificar oportunidades de aprimoramento e fortalecer o relacionamento com o mercado. Em um ambiente onde a informação precisa ser clara, tempestiva e acessível, entender como o mercado se comporta é o primeiro passo para liderar com confiança.

E a MZ, como líder em soluções para empoderar o profissional de relações com investidores, seja de empresas, seja de gestoras, reforça seu compromisso em ajudar tanto as companhias quanto os profissionais de RI a se comunicar cada vez mais e melhor com o mercado. Esperamos ter ajudado com informações sobre esse Estudo que consideramos muito importante para as companhias e para o universo de RI. Para mais informações sobre ele, basta clicar aqui. Qualquer dúvida, já sabem, estamos por aqui, sempre à disposição! 😉

 

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

 

Sobre a MZ

A MZ (www.mzgroup.com.br) é o maior player global independente e o líder em soluções de relações com investidores (RI).

A Companhia, fundada em 1999, ultrapassou a marca de 2.000 websites publicados, servindo atualmente mais de 800 empresas e gestoras de investimento em 12 bolsas de valores.

Com o propósito de empoderar estratégias de RI, a MZ entrega tecnologias inovadoras e atendimento excepcional aos clientes, assegurando parcerias de longo prazo.

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