Artigos

Os tipos e como funcionam fundos de investimento e o que empresas precisam entender

Por Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

Fundos de investimento

Fundos de investimento

(imagem gerada por IA)

Os principais tipos de fundos de investimento incluem renda fixa, ações, multimercado e cambial, além de veículos com características próprias, como fundos imobiliários, fundos de participações e ETFs. Para as empresas, entender essas diferenças ajuda a identificar quem pode investir em seus títulos, quais informações sustentam uma análise e como organizar o relacionamento com potenciais financiadores e acionistas.

Esse conhecimento interessa tanto à tesouraria, responsável pela aplicação de recursos corporativos, quanto às áreas financeira e de Relações com Investidores. Pensando nisso, a MZ focará neste artigo principalmente na empresa que busca compreender os investidores e construir uma estratégia de acesso ao mercado de capitais.

Uma gestora pode administrar diversos produtos, cada um com objetivos, restrições e equipes diferentes. Por isso, conhecer o nome da instituição é apenas o começo. A oportunidade de relacionamento depende da compatibilidade entre a companhia, o ativo oferecido e a política de investimento de cada veículo.

A seguir, veja como interpretar as principais categorias, comparar liquidez e risco e transformar informações sobre fundos em decisões práticas de comunicação, prospecção e acompanhamento.

 

O que são fundos de investimento

Fundos de investimento são estruturas de investimento coletivo. Os investidores adquirem cotas e os recursos são aplicados conforme regras previamente estabelecidas. No Brasil, a Resolução CVM 175 reúne disposições gerais e anexos específicos para diferentes categorias. Sua estrutura admite classes com patrimônios segregados e subclasses com características próprias, conforme as condições regulatórias aplicáveis. 

Essa organização exige atenção ao nível da análise. O nome do fundo, isoladamente, pode não revelar a estratégia relevante. Para avaliar uma oportunidade, é necessário identificar a classe, sua política de investimento e os documentos correspondentes.

Administrador fiduciário e gestor exercem funções distintas. O primeiro responde pela administração dentro de suas atribuições; o segundo toma as decisões de investimento da carteira. Assim, o administrador identificado em um cadastro não deve ser automaticamente tratado como responsável pela seleção de ações ou títulos. 

 

Categoria, estratégia e estrutura respondem a perguntas diferentes

A categoria ajuda a entender o universo de ativos e riscos. A estratégia revela como o gestor pretende investir nesse universo. Já características como exclusividade e regime aberto ou fechado descrevem outros aspectos do funcionamento.

Um fundo de ações pode seguir uma estratégia de dividendos ou buscar empresas em expansão. Um veículo exclusivo pode adotar política de renda fixa ou outra permitida por sua regulamentação. Esses termos não pertencem todos ao mesmo nível de classificação.

Ao pesquisar tipos de fundo de investimento, a empresa deve separar três perguntas: em quais ativos o veículo pode investir, como toma suas decisões e quais condições podem limitar a manutenção de uma posição. Essa leitura evita listas de contatos que parecem amplas, mas têm pouca aderência ao objetivo corporativo.

 

Principais tipos de fundos de investimentos: renda fixa, ações, multimercado e cambial

Essas quatro categorias integram o universo dos Fundos de Investimento Financeiro, disciplinado pelo Anexo Normativo I da Resolução CVM 175. A classificação considera a política de investimento e os fatores de risco pertinentes a cada categoria. 

Renda fixa: juros, inflação e análise de crédito

A renda fixa tem como principal fator de risco a variação de juros, de índices de preços ou de ambos, observadas as regras de composição da carteira. Dentro desse universo, as estratégias podem apresentar exposições bastante diferentes. 

Para uma companhia emissora de dívida, interessa saber se o mandato admite crédito corporativo, quais setores são elegíveis e quais condições o gestor considera necessárias. Um fundo concentrado em títulos públicos pode não ser candidato à compra de uma debênture empresarial.

A conversa com investidores de crédito tende a exigir clareza sobre geração de caixa, endividamento, vencimentos, garantias e capacidade de pagamento. Uma narrativa de crescimento precisa vir acompanhada da explicação de como os investimentos serão financiados e de quais riscos podem comprometer o serviço da dívida.

Renda fixa tampouco significa ausência de perdas. Oscilações de preços, deterioração do crédito e dificuldade de negociação podem afetar o resultado. Para a tesouraria, a compatibilidade com o fluxo de caixa deve preceder a comparação de rentabilidade.

Ações: diferentes leituras sobre o valor da companhia

Fundos de ações têm exposição predominante aos ativos previstos para essa categoria. Entretanto, compartilhar a mesma classificação não significa utilizar os mesmos critérios de seleção. 

Uma estratégia orientada a dividendos pode priorizar previsibilidade de caixa e disciplina de capital. Outra, voltada a empresas menores, pode investigar expansão, execução e espaço de mercado. Ambas podem analisar a mesma companhia com perguntas diferentes.

O trabalho de RI consiste em apresentar os fatos relevantes para essas análises com coerência. Isso envolve explicar resultados, riscos, vantagens competitivas e critérios de investimento da administração, mantendo uma base informacional consistente.

Também importa avaliar a viabilidade de construir uma posição. Uma ação com baixo volume negociado pode limitar o interesse de uma estratégia que precisa alocar valores elevados, mesmo quando existe afinidade com a tese empresarial.

Multimercado: liberdade de alocação exige investigação

Fundos multimercado podem combinar diferentes fatores de risco, sem o compromisso de concentração em um único fator que caracteriza outras categorias. 

Essa flexibilidade torna insuficiente usar o rótulo como critério de prospecção. Uma estratégia pode concentrar sua atuação em juros e moedas; outra pode trabalhar com ações, crédito e posições relativas.

Para a empresa, a pergunta prática é se o veículo efetivamente utiliza o instrumento que ela pretende apresentar. Permissão regulatória não equivale a interesse comercial ou capacidade disponível para uma nova alocação.

Também é importante compreender o papel da posição. Uma compra pode refletir convicção sobre o negócio ou integrar uma operação combinada com outros ativos. O relacionamento deve considerar essa diferença sem presumir o horizonte do investidor.

Cambial: exposição a moedas estrangeiras

Fundos cambiais têm como principal fator de risco a variação cambial, conforme as condições estabelecidas para a categoria. 

Na perspectiva empresarial, podem ser analisados como parte de uma discussão sobre exposição financeira. Contudo, adquirir cotas não deve ser automaticamente equiparado a neutralizar uma obrigação específica em moeda estrangeira.

Uma importadora, por exemplo, precisa considerar valor, moeda e data de seus pagamentos. A estratégia do fundo, os custos e as condições de resgate podem não reproduzir exatamente essa necessidade.

Para a prospecção de acionistas, a exposição cambial também não indica, por si só, interesse em ações de exportadoras. A afinidade temática precisa ser confirmada pelo mandato e pela atuação efetiva da equipe.

 

FII, FIP, ETF e fundos exclusivos

Essas denominações ajudam a compreender outros segmentos do mercado, mas não formam uma lista de categorias perfeitamente equivalentes. FII, FIP e ETF possuem regras específicas; a exclusividade se refere à estrutura de cotistas.

FII: conexão com ativos e operações imobiliárias

Fundos de Investimento Imobiliário (os famosos FIIs) podem investir em empreendimentos imobiliários e ativos relacionados ao setor, conforme sua política. Seu universo não se limita à aquisição direta de edifícios: pode incluir títulos e valores mobiliários vinculados ao mercado imobiliário. 

Para empresas, o relacionamento pode envolver locação, desenvolvimento de projetos ou operações com ativos imobiliários. A oportunidade depende da estratégia do veículo, e não apenas de sua denominação.

Um proprietário de galpões, por exemplo, deve investigar localização, padrão dos imóveis, qualidade dos contratos e critérios de aquisição adotados pelo potencial parceiro. Nesse contexto, informações operacionais e contratuais podem ser tão relevantes quanto os indicadores financeiros consolidados.

FIP: participação empresarial e governança

Fundos de Investimento em Participações (FIPs) investem nos ativos elegíveis para a categoria e, como regra, participam do processo decisório das empresas investidas. Essa influência pode ocorrer por acordos ou participação em instâncias de governança, observadas as condições regulatórias. 

A aproximação exige preparação diferente daquela usada em uma apresentação periódica de resultados. Além da tese econômica, entram na discussão direitos, governança, estratégia de crescimento e possibilidades de saída.

Uma empresa em expansão pode precisar demonstrar maturidade de controles, capacidade de execução e qualidade das informações gerenciais. O relacionamento tende a exigir uma avaliação aprofundada da compatibilidade entre os sócios e o investidor.

ETF: estratégia vinculada a um índice

Exchange Traded Fund ou Fundos de Índice (ETFs) são fundos de índice cujas classes buscam refletir as variações e a rentabilidade de um índice de referência. Existem produtos associados a diferentes mercados e exposições, incluindo renda fixa e renda variável. 

Para uma companhia listada, isso significa que a presença em uma carteira pode decorrer das regras do índice. O relacionamento não segue necessariamente a lógica de convencer um gestor a selecionar discricionariamente uma ação.

A empresa deve conhecer a metodologia do indicador relevante e acompanhar critérios de inclusão, exclusão e ponderação. Essa análise ajuda a interpretar movimentos de participação e a separar efeitos de composição de carteira de mudanças na percepção sobre o negócio.

Exclusivos: uma característica da estrutura

A regulamentação define classes exclusivas destinadas a um único investidor profissional. A exclusividade não determina, por si só, quais ativos serão adquiridos nem qual será o nível de risco. 

No uso cotidiano, a expressão “fundo exclusivo” pode esconder essa diferença. Para analisar o veículo, é necessário verificar também política de investimento, prestadores e processo decisório.

O porte patrimonial, sozinho, não comprova aderência à companhia. Uma estrutura relevante pode ter restrições que inviabilizem o investimento pretendido. O contato ganha qualidade quando essas condições são investigadas antes da abordagem.

FIDC: atenção ao financiamento por recebíveis

Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) também merecem espaço na análise empresarial. Sua atuação envolve direitos creditórios, dentro das condições previstas no Anexo Normativo II da Resolução CVM 175. 

Para negócios que avaliam operações com recebíveis, o mapeamento deve considerar características da carteira, documentação, concentração e estrutura da transação. A conversa é diferente da prospecção de acionistas: o objeto principal é o crédito e sua capacidade de gerar os pagamentos esperados.

 

Tabela comparativa dos principais veículos

A tabela resume relações possíveis com empresas. As condições efetivas dependem dos documentos e da estratégia de cada veículo.

Categoria ou característica Foco geral Relação possível com empresas Verificação prioritária
Renda fixa Juros, inflação e exposições permitidas Investimento em dívida corporativa Elegibilidade do crédito e capacidade de pagamento
Ações Ativos de renda variável elegíveis Participação acionária Estratégia, liquidez da ação e tamanho da posição
Multimercado Combinação de fatores de risco Ações, dívida ou outras exposições permitidas Instrumentos utilizados e papel da posição
Cambial Variação de moedas Análise de exposição financeira Moeda, prazos e aderência à necessidade
FII Mercado imobiliário Operações com imóveis e ativos relacionados Política, imóveis e contratos
FIP Participações empresariais Capital e participação na governança Direitos, estratégia e saída
ETF Acompanhamento de índice Exposição à companhia via índice Metodologia e ponderação
Exclusivo Estrutura para único investidor profissional Variável conforme a política Mandato e responsável pela decisão
FIDC Direitos creditórios Operações envolvendo recebíveis Qualidade do crédito e estrutura

Fontes das características regulatórias: CVM, Resolução 175 e anexos; Portal do Investidor. As aplicações empresariais são análises práticas desenvolvidas neste artigo. 

 

Como interpretar as diferenças de perfil, liquidez e risco de fundos de investimento

Comparar tipos de fundos apenas pela rentabilidade passada ou pelo patrimônio pode produzir conclusões frágeis. O diagnóstico precisa combinar política, composição, funcionamento e objetivo do relacionamento.

Liquidez envolve duas dimensões

A primeira é a condição de saída do cotista, incluindo os prazos de conversão e pagamento previstos nos documentos. A segunda é a capacidade de negociar os ativos da carteira. Nos veículos negociados em mercado secundário, também importa a existência de compradores para as cotas. [7]

Para uma companhia listada, interessa avaliar se o volume de negociação da ação comporta a posição pretendida pelo investidor. Para a tesouraria, importa saber se os recursos estarão disponíveis quando necessários.

Essas análises tratam de problemas diferentes. Um relacionamento promissor com uma gestora não elimina uma limitação objetiva de liquidez do ativo.

Risco depende da exposição e da estrutura

A avaliação deve considerar mercado, crédito, concentração e liquidez, além dos riscos específicos da estratégia. O uso de derivativos, quando permitido, também precisa ser compreendido em seu contexto.

Fundos não contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e o desempenho passado não garante resultados futuros. 

Na comunicação corporativa, explicar riscos com precisão ajuda a qualificar a análise do investidor. Isso inclui demonstrar como a administração acompanha os fatores relevantes e quais medidas estão sob seu controle, sem prometer eliminar incertezas inerentes ao negócio.

Custos e tributação exigem análise própria

A comparação também deve incorporar remuneração dos prestadores e despesas aplicáveis. A tributação pode variar conforme a estrutura, o enquadramento e a condição do investidor; não deve ser presumida a partir de um nome comercial. A Receita Federal mantém orientações específicas sobre o tema. 

Para empresas que aplicam recursos, a decisão precisa respeitar sua política financeira. Para quem busca investidores, entender essas condições ajuda a formular perguntas melhores, sem substituir a análise do próprio gestor.

 

Como empresas podem mapear investidores

Conhecer os tipos de fundos de investimentos ganha utilidade quando se transforma em critérios para selecionar contatos, preparar informações e acompanhar resultados.

  1. Definir o objetivo

A empresa busca ampliar a base acionária, acessar compradores de dívida, discutir uma operação imobiliária ou avaliar um parceiro de capital? Cada objetivo exige um universo diferente.

Essa definição deve anteceder a construção do mailing. Sem ela, a equipe pode investir tempo em instituições conhecidas que não possuem veículos compatíveis com a necessidade apresentada.

  1. Separar instituição, veículo e decisor

O cadastro deve distinguir gestora, fundo, classe, estratégia e profissionais responsáveis. Uma mesma instituição pode reunir equipes de crédito, ações e investimentos privados.

Também convém registrar a fonte e a data de atualização. A classificação de um contato precisa ser revisável: mudanças de equipe e de mandato podem alterar sua relevância.

  1. Cruzar fontes e registrar limitações

Documentos regulatórios, materiais oficiais e informações públicas podem apoiar o mapeamento. Entretanto, dados de carteira retratam uma posição histórica e podem ter defasagem. Sua leitura não comprova intenção atual de compra.

É útil separar informação confirmada de hipótese de aderência. Uma posição observada em empresas comparáveis, por exemplo, justifica investigação, mas não autoriza concluir que existe demanda pelo ativo da companhia.

  1. Priorizar compatibilidade

Uma matriz simples pode considerar mandato, exposição setorial, porte das posições, liquidez necessária e histórico de interação. Cada critério deve ter uma justificativa.

O patrimônio total da gestora não deve ser confundido com recursos disponíveis para investir na empresa. Da mesma forma, uma reunião anterior não comprova interesse atual.

A priorização melhora quando combina evidências quantitativas com perguntas ainda abertas, que poderão ser esclarecidas no relacionamento.

  1. Usar o CRM para dar continuidade

O CRM deve registrar contatos, temas discutidos, dúvidas, materiais enviados, responsáveis e próximos passos. Seu valor está em transformar interações dispersas em uma memória organizada do relacionamento.

O funil pode distinguir investidores identificados, qualificados, contatados e engajados. O acompanhamento deve avaliar a qualidade das conversas e a evolução das dúvidas, além do número de reuniões.

Se vários gestores questionam a mesma premissa de investimento, essa recorrência pode orientar melhorias nos materiais públicos. O aprendizado do relacionamento passa, assim, a apoiar a comunicação com todo o mercado.

“Uma relação de confiança com o mercado se constrói com informação clara, consistência e continuidade. Entender como o investidor decide permite à empresa tornar esse diálogo mais relevante e produtivo.”
Cássio Rufino, COO & CMO da MZ

 

Concluindo em um parágrafo ou mais

Entender os tipos de fundos de investimentos ajuda a empresa a reconhecer diferentes processos decisórios e necessidades de informação. A categoria oferece um ponto de partida; a aderência depende também do mandato, da estratégia, da liquidez e do contexto de cada investidor.

Para a área financeira e o RI, esse conhecimento deve orientar uma rotina de inteligência: selecionar instituições compatíveis, identificar os responsáveis, preparar informações relevantes e acompanhar o relacionamento. Uma comunicação clara facilita a avaliação do negócio e reduz dúvidas evitáveis, embora não garanta investimento nem redução automática do custo de capital.

Quer transformar esse mapeamento em uma estratégia de relacionamento? Conheça as soluções de inteligência de mercado e CRM da MZ para organizar informações, priorizar contatos e acompanhar a evolução das interações com investidores.

MZ ajuda sua companhia a se comunicar melhor com o mercado

Esperamos ter contribuído com esses insights sobre fundos de investimento. Qualquer dúvida, já sabem, estamos por aqui, sempre à disposição! 😉

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

mz.estudos@mzgroup.com | +55 (11) 91-578-5429

 

 Sobre a MZ

MZ conecta a sua estratégia ao mercado, sendo seu parceiro em toda a jornada de comunicação.

Com 26 anos de atuação em comunicação corporativa e relações com investidores, a MZ soma mais de 2.500 websites publicados, 1.000 clientes em 12 países e 250 profissionais. Estamos ao lado das maiores empresas e gestoras de investimentos, apoiando todo o processo: automação de relatórios financeiros, comunicação com o mercado por meio de websites, eventos, presença digital e ações de engajamento. Não estamos aqui pelo projeto, e sim pela jornada. Mais que uma agência, um time de engenharia que trabalha como extensão do seu time. 

 

Sobre Cássio Rufino 

Cássio Rufino é estrategista empresarial, especializado na integração entre estratégia, marketing e performance financeira. É Sócio-diretor da MZ Group, sendo o atual COO e CMO, onde lidera áreas estratégicas de operações, sucesso do cliente e marketing. Formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, com pós-graduação e MBA Executivo em Finanças pelo Insper. Além de especializações em Gestão de Pessoas, Marketing e Atendimento ao Cliente.

Cadastre-se