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O RI e as Assembleias Gerais Ordinárias em 2025

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa

As Assembleias Gerais Ordinárias (as famosas AGOs) representam um dos momentos mais relevantes na vida corporativa das companhias de capital aberto. Muito mais do que um evento de cunho legal, as AGOs são ocasiões em que se fortalecem os pilares da governança, da transparência e da comunicação entre empresas e seus acionistas. 

Pensando nisso, a MZ, cujo foco é empoderar o profissional de RI, seja com tecnologia de ponta e atendimento excepcional, ou por meio da disseminação de conteúdos relevantes, divulgou o Estudo Assembleias Gerais Ordinárias em 2025, com base em dados de 400 companhias brasileiras que realizaram AGOs ou AGO/Es em 2025, que oferece uma visão abrangente desse cenário, revelando práticas, tendências e desafios relevantes.

Neste contexto, destaca-se o papel estratégico do profissional de Relações com Investidores (o também famoso RI), que atua como elo entre a companhia e o mercado. Ao garantir a clareza das informações, a fluidez da comunicação e o alinhamento das expectativas, o RI não apenas cumpre uma função essencial para o bom andamento das AGOs, mas também contribui diretamente para o fortalecimento da reputação corporativa e a consequente redução do custo de capital das empresas.

 

Panorama geral das AGOs em 2025

O Estudo revela que 94% das assembleias ocorreram em abril, sendo os dias 30 e 29 os mais movimentados, com 138 e 69 eventos respectivamente. Dentre os 20 setores analisados, 40% concentraram 100% de suas AGOs neste mês, com destaque para os setores de Varejo, Máquinas, Equipamentos & Outros, e Serviços Financeiros, em função da quantidade de empresas nesses setores concentrada no mês. 

Em termos de formato, 51,3% das assembleias foram exclusivamente digitais, demonstrando a consolidação de uma tendência acelerada pela pandemia: a virtualização da governança. Essa realidade amplia o acesso dos investidores, mas também impõe desafios ao RI, que precisa garantir acessibilidade, clareza e interatividade através dos seus canais de comunicação.

 

Participação, governança e diversidade

O estudo mostra que 56,8% das empresas realizaram eleição para o Conselho de Administração e 36% para o Conselho Fiscal. Destas, 60,8% e 52,1%, respectivamente, indicaram mulheres para os cargos. Tais dados reforçam uma tendência de maior diversidade e pluralidade na governança corporativa brasileira — aspecto que tem sido cada vez mais valorizado por investidores institucionais e internacionais.

Cabe ao RI evidenciar esses avanços nas comunicações institucionais, destacando o alinhamento da companhia com as melhores práticas de ESG e com a agenda global de sustentabilidade, o que pode gerar impactos positivos na percepção de risco da empresa e, por consequência, reduzir seu custo de capital.

 

Resultados, lucros e distribuição de proventos

Segundo o levantamento, 65,3% das empresas analisadas auferiram lucro em 2024. Dessas, 88% propuseram distribuição de proventos, totalizando R$253,4 bilhões em pagamentos, sendo que apenas sete companhias — Petrobras (B3: PETR4), Vale (B3: VALE3), Ambev (B3: ABEV3), Itaú Unibanco (B3: ITUB4), Itaúsa (B3: ITSA4), Bradesco (B3: BBDC4) e Banco do Brasil (B3: BBAS3) — foram responsáveis por 66,9% desse montante.

Setores como Petróleo, Gás & Derivados, Serviços Financeiros e Energia Elétrica lideraram o volume de dividendos. O RI, nesse contexto, deve atuar para contextualizar os resultados e explicar os critérios por trás da distribuição ou retenção de lucros, fortalecendo a transparência e alinhando as expectativas dos acionistas.

Mais do que comunicar valores absolutos, o profissional de RI deve posicionar a estratégia da companhia de forma clara, destacando como a política de dividendos se conecta tanto com a narrativa dos resultados quanto à geração de valor no longo prazo e à eficiência na alocação de capital.

 

Tradução das propostas e acesso a investidores estrangeiros

Apesar da crescente internacionalização das carteiras dos investidores, apenas 12% das companhias disponibilizaram a proposta da administração em inglês. O RI precisa reconhecer que a falta de comunicação bilíngue representa uma barreira de entrada para o investidor estrangeiro, impactando diretamente a liquidez e, por conseguinte, o custo de capital da empresa.

Empresas que adotam práticas inclusivas de comunicação e transparência se tornam mais atrativas para fundos internacionais, especialmente os que seguem mandatos ESG, de diversidade e de boa governança, além de evitar a tradução (e interpretação) livre por parte dos investidores, que pode gerar ruído naquilo que a companhia gostaria de passar.

 

Remuneração da administração e percepção de alinhamento

O valor médio proposto para a remuneração da alta administração foi de R$41,5 milhões, com destaque para o setor de Serviços Financeiros, com média superior a R$135 milhões. O RI deve atuar de forma ativa na comunicação desses números, explicando os critérios de remuneração e o alinhamento com o desempenho da companhia e a geração de valor para o acionista.

Transparência sobre políticas de remuneração pode reduzir ruídos, mitigar percepções negativas e contribuir para o fortalecimento da relação de confiança entre empresa e investidor. Esse fator, por sua vez, impacta positivamente o preço das ações e a atratividade do papel, diminuindo o risco percebido.

 

O RI como agente da redução do custo de capital

A atuação do profissional de RI vai muito além do cumprimento de obrigações regulatórias. Ao garantir comunicação eficiente, inclusiva e propositiva, o RI contribui para ampliar a base de investidores, aumentar a liquidez dos papéis e reduzir a percepção de risco.

Empresas que comunicam de forma clara suas metas, resultados e práticas de governança são mais bem avaliadas por analistas, agências de rating e investidores, o que se traduz em menor custo para emissão de dívida ou captação via mercado de capitais. Além disso, uma comunicação eficaz durante o processo de AGO reforça o engajamento do acionista e melhora a previsibilidade da companhia perante o mercado.

 

Concluindo em um parágrafo ou mais

O Estudo da MZ sobre as AGOs realizadas em 2025 oferece um retrato detalhado das práticas de governança das companhias brasileiras e evidencia a importância crescente da transparência e da comunicação no relacionamento com investidores.

O profissional de RI, nesse contexto, é protagonista. É ele quem transforma informações brutas em mensagens relevantes, quem constrói pontes entre a gestão e os acionistas, e quem contribui de forma decisiva para a percepção de valor da companhia. Ao estruturar uma comunicação estratégica, acessível, responsiva e alinhada às melhores práticas de governança, o RI atua diretamente na redução do custo de capital da empresa, gerando valor de forma sustentável e perene.

A boa prática não está apenas em realizar assembleias com ritos formais cumpridos, mas em promover um verdadeiro diálogo com o mercado. Nesse sentido, o futuro do RI está intrinsecamente ligado ao fortalecimento da governança, à inclusão do investidor pessoa física, à atração do capital internacional e à capacidade de construir reputação com consistência. A AGO é apenas o palco: a estratégia de RI é o roteiro que conduz a companhia ao sucesso.

Esperamos ter ajudado com informações sobre esse Estudo que consideramos muito importante para as companhias e para o universo de RI. Para saber mais sobre ele, clique aqui e acesse a página do Estudo. Qualquer dúvida, já sabem, estamos por aqui, sempre à disposição! 😉

 

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

Cássio Rufino

CFO & COO

Assessoria de Imprensa

imprensa@mzgroup.com | (11) 94242-5988

Sobre a MZ

A MZ (www.mzgroup.com.br) é o maior player global independente e o líder em soluções de relações com investidores (RI).

A Companhia, fundada em 1999, ultrapassou a marca de 2.000 websites publicados, servindo atualmente mais de 800 empresas e gestoras de investimento em 12 bolsas de valores.

Com o propósito de empoderar estratégias de RI, a MZ entrega tecnologias inovadoras e atendimento excepcional aos clientes, assegurando parcerias de longo prazo.

 

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