Artigos
Agentes de IA: o novo paradigma da automação inteligente e o papel da MZ na transformação tecnológica das empresas
O debate sobre o papel da Inteligência Artificial (a famosa IA) deixou de ser uma abstração acadêmica para se tornar uma pauta cotidiana das organizações. Em 2025, o foco migrou do conceito de “modelos de linguagem” para a implementação prática de agentes inteligentes – sistemas capazes de agir de forma autônoma, compreender contextos complexos e executar tarefas de maneira integrada a fluxos reais de trabalho. Essa transformação foi o centro do evento Beer for Devs, que reuniu especialistas de diferentes áreas da tecnologia e dados para discutir o impacto, os riscos e as oportunidades da era dos agentes de IA.
O evento destacou que o grande desafio atual não é mais apenas entender a IA, mas operacionalizá-la com segurança, ética e propósito. Sabendo disso, a MZ, que tem como foco empoderar o profissional de RI, seja com tecnologia de ponta e atendimento excepcional, ou por meio da disseminação de conteúdos relevantes, apresenta um pouco do que foi falado nesse evento que consideramos muito importante para o universo de Relações com Investidores.
O que são agentes de IA e por que representam uma revolução
Um dos primeiros pontos debatidos no evento foi a diferença entre assistentes virtuais, fluxos automatizados e agentes de IA. Segundo Cheila Portella (Prototype AI), enquanto chatbots e assistentes funcionam em um regime de cocriação — executando tarefas simples sob supervisão —, os agentes de IA representam a delegação de ações complexas a sistemas autônomos capazes de compreender o contexto e decidir o próximo passo.
Esses agentes extrapolam a mera automação de processos, pois combinam interpretação de linguagem natural, aprendizado contínuo e integração com APIs e sistemas empresariais. Diferente de um workflow estático, eles podem aprender, adaptar-se e agir em diferentes domínios de negócio.
Como observou Portella, “um agente não substitui cargos, mas executa tarefas específicas que antes demandavam tempo humano, replicando padrões de decisão com base em dados e regras de negócio.”
Entre a empolgação e a responsabilidade: o uso ético da IA
A discussão ética permeou todo o evento. Carla Vieira, engenheira de dados e pesquisadora da USP, destacou o risco de uma adoção apressada da IA sem reflexão sobre seus impactos: “Há uma grande demanda de utilizar a tecnologia, mas sem avaliar se aquilo faz sentido no caso de uso do negócio.”
Essa observação reflete um ponto essencial: a fronteira entre o entusiasmo e a responsabilidade. A velocidade com que modelos generativos evoluem desafia os processos tradicionais de governança tecnológica. Empresas podem ser tentadas a adotar ferramentas de IA apenas para acompanhar tendências, sem estabelecer critérios de segurança, privacidade e confiabilidade.
Assim como nas práticas de compliance e transparência regulatória que orientam o mercado financeiro, a IA deve ser implementada com políticas claras de controle, supervisão e revisão humana – o conceito conhecido como human in the loop. Essa abordagem garante que, mesmo em um ambiente automatizado, a decisão final continua humana, preservando a responsabilidade corporativa e a integridade dos dados.
A maturidade tecnológica e os desafios de adoção
Os participantes foram unânimes ao reconhecer que o mercado brasileiro ainda está em uma fase de experimentação com agentes de IA. Muitas empresas estão testando protótipos e provas de conceito, mas poucas atingiram o estágio de produtização – quando a tecnologia se integra de forma estável e segura aos fluxos operacionais.
Carla Vieira apontou que a maioria das corporações “contratou o serviço, deu acesso às equipes, mas não explicou o que significa usar IA de forma responsável.” Essa lacuna evidencia a necessidade de educação tecnológica corporativa. A adoção de IA sem preparo técnico e cultural pode gerar riscos como:
- Viés de decisão (decisões baseadas em dados enviesados);
- Falhas de interpretação semântica, que levam a erros de comunicação;
- Dependência excessiva de modelos externos, sem domínio sobre o contexto de negócio;
- Risco de compliance, especialmente em ambientes regulados (como o mercado de capitais).
A maturidade virá, como defendem os especialistas, quando as empresas compreenderem que IA não é uma ferramenta pontual, mas uma camada transversal de inteligência que permeia toda a organização – da análise de dados à comunicação com stakeholders.
Arquitetura e contexto: os pilares técnicos dos agentes
Outro ponto de destaque foi a explicação de Cheila Portella sobre a estrutura fundamental de um agente de IA, composta por três eixos principais:
- Arquitetura de Software – que garante performance e escalabilidade;
- Composição de Contexto – a modelagem de dados que alimenta o agente com informações relevantes;
- Instruções (Prompt Engineering) – o conjunto de comandos e regras que determinam o comportamento do sistema.
Essa tríade revela a profundidade técnica do tema. Os agentes não são “mágica generativa”: são sistemas sociotécnicos, dependentes de dados bem estruturados, integração sólida e linguagem natural bem projetada. Para que atuem em ambientes complexos, é essencial que os prompts sejam versionados, testados e auditados, da mesma forma que um código de software.
Dados: o combustível e o desafio da IA corporativa
Como reforçou Alestan Alves, Coordenador de Dados e IA na TOTVS (B3: TOTS3) “não há agentes sem dados e nem dados sem agentes”. O sucesso de qualquer automação inteligente depende da qualidade e governança das bases de dados. No entanto, a realidade das empresas é frequentemente oposta ao ideal: dados fragmentados, duplicados ou não estruturados. A engenharia de contexto – isto é, a curadoria do que o agente deve saber, quando e com qual propósito – torna-se o ponto central da transformação digital.
Confiabilidade, ética e validação contínua
Um tema recorrente do painel foi a necessidade de mecanismos de validação humana e feedback estruturado. Carla Vieira defendeu a implementação de práticas como referenciação de fonte (por exemplo, apontar o PDF ou banco de origem de uma informação) e testes de consistência (ground truth) para reduzir o risco de alucinação das IAs. Cheila Portella complementou que, em ambientes críticos como o setor de saúde, a validação humana não é opcional: “há casos em que simplesmente não se pode errar”.
Autonomia dos agentes e o equilíbrio com a supervisão humana
Outro ponto central foi o debate sobre o grau de autonomia dos agentes. À medida que eles passam a executar ações de forma independente – como abrir pull requests, enviar e-mails ou acionar fluxos automatizados – surge o dilema entre eficiência e controle. Como afirmou Carla Vieira: “É um trade-off entre produtividade e risco. A pergunta é: quanto risco estamos dispostos a assumir?”.
As empresas devem definir limites de autonomia e protocolos de supervisão, implementando camadas de governança tecnológica, que incluem:
- Logs e rastreabilidade de ações automatizadas;
- Autenticação hierárquica para decisões críticas;
- Auditoria de prompts e instruções;
- Integração com frameworks de cibersegurança e testes periódicos de vulnerabilidade.
Esses mecanismos garantem que a automação nunca comprometa a integridade dos dados ou a confiança dos seus usuários.
O futuro dos agentes e as novas habilidades exigidas
Os especialistas concordaram que os agentes de IA já estão evoluindo para arquiteturas coordenadas, em que um agente gerencia outros, criando ecossistemas complexos de automação.
Essa estrutura reflete a tendência de IA distribuída, com agentes atuando em edge computing, próximos ao usuário final, como assistentes pessoais integrados a e-mails, redes sociais e aplicativos corporativos.
Com isso, as habilidades demandadas no mercado também mudam. Como pontuou Carla Vieira, dominar IA não será apenas saber programar, mas entender o contexto, estruturar dados e escrever boas instruções. Cheila Portella complementou: “o programador agora também precisa escrever em linguagem natural.” A nova geração de profissionais precisará unir técnica, comunicação e senso ético – combinação que está no cerne do trabalho do profissional de Relações com Investidores moderno.
Concluindo em um parágrafo ou mais
O evento Beer for Devs mostrou que os agentes de IA não são apenas uma evolução tecnológica, mas um novo paradigma de interação entre humanos e sistemas. A questão central deixou de ser “o que a IA pode fazer” e passou a ser “como queremos que ela faça, sob quais princípios e para quais propósitos”.
E a MZ, como participante ativa dessa discussão, reafirma seu compromisso com a inovação responsável. Assim como em suas soluções de IRM, sites de RI, MZ Arena e estudos de percepção, a empresa entende que inteligência e confiança caminham juntas. A tecnologia, quando usada de forma ética e orientada por dados, torna-se uma aliada poderosa para fortalecer narrativas corporativas, ampliar a transparência e reduzir o custo de capital.
Ao investir continuamente em IA, análise de dados e automação segura, a MZ segue apoiando seus clientes em um objetivo comum: transformar informação em valor, comunicação em confiança e tecnologia em vantagem competitiva.
Na era dos agentes de IA, o futuro pertence às empresas que unem propósito, inteligência e responsabilidade — e a MZ está, mais uma vez, na linha de frente dessa transformação. Porque no fim das contas, comunicar é investir. E quem comunica com imagem, voz e propósito, conquista não apenas atenção, mas confiança — o ativo mais valioso de todos. Esperamos ter ajudado com esses insights e, qualquer dúvida, já sabem, estamos por aqui, sempre à disposição! 😉
Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ
imprensa@mzgroup.com | (11) 94242-5988
Sobre a MZ
Na MZ, é referência global na criação de conteúdos informativos e educativos que geram valor real para as companhias, ajudando-as a se manterem atualizadas e preparadas para os desafios do mercado de capitais. Nossa abordagem é estratégica, com foco em fortalecer o entendimento sobre práticas de governança, comunicação financeira e relações com investidores. Acreditamos que, por meio de conteúdo de qualidade, podemos apoiar as empresas a aprimorar sua comunicação, elevar sua reputação e agregar valor sustentável aos seus negócios.